A RAPOSA MUDOU DE TOCA!
VEJA ABAIXO OS NOVOS ENDEREÇOS
Beijos e caminhada florida
Patricia Fox
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(videos, fotos, músicas, poesias, eventos, e demais facetas da raposa)
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(novo blog)
Olá!!

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PAIXÃO E AMOR
A JORNADA DO AMADURECIMENTO
DE AFRODITE
por Patrícia Fox
Falamos muito de amor, paixão e sedução – um território da Deusa Afrodite. Mas será que estamos realmente acessando a divindade em toda a sua complexidade?
Se concordarmos que cada ser humano carrega as divindades dentro de si e que, como cada pessoa é única e tem sua missão, será que nossa “Afrodite Interior” também não tem a necessidade de amadurecimento?
Não teríamos uma jornada a ser trilhada e reconhecida?
Para entendermos melhor esse questionamento é necessário que passemos pela mitologia dessa que é uma das Deusas mais cultuadas e reverenciadas até hoje.
Afrodite tem dois principais mitos de nascimento. Em um deles encontramos Afrodite Urânia, aliás, a mais difundida das versões.
Ela nasce do sêmen de Urano, o deus dos Céus e pai de Saturno, o tempo. Saturno castra seu pai e das “sementes” de Urano, caídas nas águas do Mar, emerge Afrodite (afros em grego significa “espuma do mar”). Nessa versão, Afrodite é privada de uma mãe (estrutura feminina nutridora).
Essa Afrodite Urânia tem como característica principal o fato de ser etérea e espiritual, afinal é filha do Céu. Encontramos essa Afrodite no amor romântico e idealizado – ou seja, na paixão. O céu é uma analogia para nossa mente e idéias.
Manifestamos essa energia quando nos interessamos por alguém, vemos o lado mais belo e brilhante, fazemos planos para o futuro, temos a sensação de que a vida está mais clara – achamos que encontramos o que buscávamos no “exterior”.
Nossa mente e coração trabalham juntos, mas a imaginação “fala” mais alta. Isso tudo é típico da paixão – o fogo desperta e tudo fica mais brilhante e claro.
Mas será que esse fogo se mantém eterno sem que precisemos alimentá-lo? Não teremos que trabalhar para conseguir mais combustível para esse calor?
Na minha opinião, a paixão não se mantém sozinha por muito tempo. Como o seu pai, o “céu”, essa Afrodite etérea muda com facilidade e rapidez. Ela tem o impulso, mas necessita ser nutrida para se manter viva. Nesse ponto de nutrição do fogo inicial é que escolheremos abraçar o processo de amadurecimento da divindade e de como manifestamos o amor.
Mas como?
- continua abaixo
Nessa hora entra em cena uma outra Afrodite e para falar dela vamos recorrer novamente a um mito de criação.
Uma outra versão (mais recente) para o nascimento de Afrodite é que ela seria filha de Zeus e de Dione. Ela tem características mais terrenas, além de possuir uma linhagem materna. Ela mais do que Deusa da Paixão é uma Deusa da Vida e da Fertilidade. Ela é coração! O tambor que impulsiona e mantém a vida!
O fato de Afrodite ter uma mãe reconhecida (energia feminina – Terra) dá a ela uma capacidade não somente de gerar a paixão, mas também o resultado desse impulso inicial (energia masculina – Céu) em algo pleno e completo – o AMOR.
Resumindo, para acessarmos o tão almejado amor manifestado em toda a sua complexidade temos que nutrir nosso lado feminino/terra (lembrando que mulheres e homens possuem essa energia/faceta).
Abaixo sugestões de uma medicina ou “antídotos” para algumas situações no amadurecimento da Afrodite Interior:
- A aceitação quando nos depararmos com os julgamentos.
- O companheirismo quando surgir o medo da sombra do parceiro ou de nós mesmos.
- O respeito e individualidade quando o impulso de controlar o outro e o egocentrismo aparecerem.
- A confiança e a paciência no processo natural de evolução do relacionamento, o que envolve quebra de expectativas e frustrações, por exemplo.
Treino. Isso é o mais importante. Esses pontos citados fazem parte da Afrodite bem nutrida, pois além de Deusa do Amor e da Paixão, Ela é uma Deusa da Vida. Sua capacidade de amar incondicionalmente e de não perder o auto-respeito são infindáveis.
Esse amor incondicional pode ser exercitado em um relacionamento com alguém, mas o melhor resultado dessa experiência é interior.
O se aceitar, se respeitar, ser paciente consigo mesmo. Isso gera autopreservação – também chamada de individualidade saudável.
Ou seja, um indivíduo pleno é capaz de estar ao lado de outra pessoa com mais maturidade. Plenitude não é um mar calmo, mas sim se manter calmo num mar revolto.
Afrodite, como a maioria dos deuses e deusas, passa por muitas aventuras, se envolve em confusões, é testada e testa muita gente, abençoa e é abençoada. Se concordarmos que as divindades são reflexos de nós mesmos e vice-versa, podemos afirmar que somos todos heróis e heroínas e como tais, temos todos um mito pessoal. Podemos ser mais específicos aqui: temos um mito amoroso pessoal. Nele trilhamos uma estrada de aprendizado rumo ao nosso próprio coração.
O Amor pode não ser uma meta, um ponto de chegada, mas com certeza pode ser nossa “estrada de tijolos amarelos”, afinal Afrodite também é conhecida como “A Dourada”.
© Patrícia Fox - Direitos reservados. É proibida toda e qualquer reprodução sem prévia autorização. Lei de direitos autorais.
Patrícia Fox é especialista em Espiritualidade e Mitologia Femininas. Coordena cursos, círculos de mulheres e atendimentos terapêuticos destinados ao Resgate da Sabedoria Ancestral e desenvolvimento do FEMININO ESSENCIAL (tema de sua coluna no site da Hera Mágica) desde 1999.
É criadora do método THEATERAPIA (Terapia da Deusa) onde mescla todo o seu conhecimento como astróloga, oraculista, terapeuta e iniciada em técnicas de cura e aconselhamento.
Integrante de Tradições Espiritualistas, dentre elas: Druídica (por Emma Restall Orr - Inglaterra) e Alexandrian (por Edmundo Pellizari) e Xamânica Celta (John Matthews - Inglaterra)
Quer saber mais:? clique aqui

Ainda ontem pensava que não era

Ainda ontem pensava que não era
mais do que um fragmento trémulo sem ritmo
na esfera da vida.
Hoje sei que sou eu a esfera,
e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
Eles dizem-me no seu despertar:
"Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
sobre a margem infinita
de um mar infinito."
E no meu sonho eu respondo-lhes:
"Eu sou o mar infinito,
e todos os mundos não passam de grãos de areia
sobre a minha margem."
Só uma vez fiquei mudo.
Foi quando um homem me perguntou:
"Quem és tu?"
Kahlil Gibran
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CRIANÇAS DIVINAS *
Menino que chamou minha menina
secou suas lágrimas
para juntos verem o Sol
Menino de olhos doces
coração aberto
e braços fortes para me aconchegar
Menino de cabelos dourados
boca que me chama
que meu espírito inflama
com um fogo pra me acalmar
Menino que faz música
com ouvidos precisos
e que me fala encantos
só de me tocar
Menino que brinca comigo
me tira sorrisos
e me faz confessar
Menino que estou amando
ou que sempre amei
desde quando ele era apenas um HOMEM
e eu só uma MULHER.
Patricia Fox Machado - fev 2007 (lua crescente em câncer)
* Inspirado num poema de Gudrun Burkhard
Gente,
Como a maioria de vcs que acessam o meu blog sabe, eu tenho uma banda... DAFNE!
A gente colocou um material no Youtube e também tá no ar o novo site: www.dafnerock.com
Aguardo a visita de vcs!! Abaixo o mito de DAFNE e APOLO... muito lindoooo!!
Beijos
P.
O MITO DE DAFNE!!
Após o dilúvio, a terra ficou recoberta de lodo e da fertilidade resultante surgiu uma imensa variedade de coisas, algumas boas e outras más. Entre elas surgiu Píton, uma serpente enorme que se refugiou nas cavernas do Monte Parnasso. O povo estava aterrorizado, e Apolo, vendo o que acontecia, pegou suas armas e resolveu enfrentar o monstro. Até este momento o deus havia matado apenas fracos animais, como lebres, cabras e outros semelhantes. Ele aproximou-se da caverna da serpente e esperou-a sair, abatendo-a com as suas flechas.
"O potente senhor do arco certeiro,
Deus da vida, da luz e da poesia,
O Sol, em forma humana apresentado,
Radioso com o triunfo no combate.
Partiu agora mesmo a seta ultriz.
Nos olhos, nas narinas, se desenham O desdém, a altivez própria de um deus."
Foi uma grande vitória e o povo estava novamente aliviado. Para comemorar o feito, Apolo instituiu os Jogos Píticos, nos quais os vencedores nas provas de força, rapidez na corrida ou nas disputas de carro eram coroados com uma grinalda de faia, pois o loureiro não havia ainda sido escolhido pelo deus como sua planta predileta.
Apolo estava envaidecido com o seu recente triunfo, e quando viu Eros brincando com seu poderoso arco e suas flechas, repreendeu-o:
"Que queres tu, menino, com armas mortíferas? Deixe-as para mãos de quem delas seja digno. Viste a grande vitória que alcancei contra a enorme serpente, cujo corpo venenoso cobria grande extensão da planície. Contenta-te com tua tocha, criança, e atiça tua chama, mas não se atreva a intrometer-se com minhas armas novamente."
O filho de Afrodite, ouvindo as palavras do deus, retrucou:
"Tuas setas podem ferir todas as outras coisas, e isso concordo. Mas não esqueça que as minhas também podem ferir-te".
Subiu ao alto de uma rocha do Parnasso e sacou de uma das suas flechas. Mirou no coração de Apolo e desferiu a seta. Neste mesmo instante, o deus foi tomado de amores pela ninfa Daphne, filha do deus-rio Peneu, que costumava passear nos bosques.
Daphne era uma donzela linda, e muitos amantes a buscavam, mas ela recusava a todos, apesar dos pedidos de seu pai: "Filha, é tempo que encontres um esposo e que me dês netos". Mas a simples idéia de casar-se causava horror na jovem.
Um dia estava Apolo passando pelos bosques quando viu Daphne. O deus estava encantado diante de tanta graça, e admirou seus cabelos, seus lábios, seus olhos e todo o seu corpo. Apolo resolveu então tê-la à força e começou a seguir a ninfa.
Porém Daphne, ao sentir a aproximação do deus, pôs-se a correr como o vento, e nem mesmo o deus conseguia alcança-la.
"Pare, linda donzela, não quero fazer-te mal. Quero apenas poder amar-te. Por que foges? Sou um deus e meu pai é o próprio Zeus. Sou senhor de Delfos e Tenedos e conheço todas as coisas, presentes e futuras..."
A ninfa estava surda às súplicas do deus e continuou em sua fuga. Seus cabelos estavam esvoaçantes e o vento agitava suas vestes. Apolo sentia-se mais encantado com Daphne, e passou a correr ainda mais rápido. A donzela sentia que o deus se aproximara muito e que dificilmente conseguiria escapar.
As forças da jovem começavam a faltar e desesperada rogou ao seu pai, o rio Peneu, que a ajudasse:
"Salva-me, meu Pai. O deus está me alcançando e não tenho mais forças para fugir!".
O deus-rio estava triste, mas havia prometido ajudar a filha a não se casar, e resolveu intervir.
Assim, um torpor invadiu os membros da linda ninfa, e toda a sua pele começou a transformar-se numa leve casca, e ela não mais conseguia correr. Seus cabelos se tornaram verdes folhas, seus braços mudaram-se em galhos e os pé cravaram-se no solo, como raízes.

Apolo vendo a transformação, e sentindo-se impotente, abraçou-se aos ramos da árvore e beijou ardentemente sua madeira. "Já que não podes ser minha esposa, serás minha planta favorita. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava. E, tão eternamente jovem quanto eu próprio, também hás de ser sempre verde e tuas folhas não envelhecerão".
O que cantou, porém, com tal paixão,
Não foi cantado nem sentido em vão.
Se foi surda a amada ao canto seu,
O canto aos outros homens comoveu.
Assim Apolo, deixando a ilusória
Paixão, no louro pôs a eterna glória.
"Ás vezes precisamos desatar os nós para criar laços." P. Fox Machado


"Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo."
--Warren Buffett

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia". (Nietzsche)

"A maior das liberdades é sermos responsáveis por nós mesmos!"
Patricia Fox Machado - nov2006
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